O roteiro de Aaron Sorkin mescla fatos reais à ficção e entrelaça os
dramas pessoais de cada um dos personagens a temas sérios e polêmicos. A trama
da série se desenvolve nos bastidores de um telejornal – News Night – veiculado
por um canal de TV por assinatura – Atlantis Cable News (ACN) –, comandado âncora
e editor Will McAvoy (Jeff Daniels).
No episódio piloto, Will participa de um debate onde é questionado junto
com os demais participantes do “Por que os Estados Unidos é o melhor país do
mundo”. Porém a resposta por ele dada, ninguém esperava ouvir: "Não há
evidência que apoie a afirmação de que somos o melhor país".
A resposta polêmica repercute negativamente na mídia e a emissora decide
o afastar por algumas semanas. E seu retorno, McAvoy descobre que seu produtor
executivo, Don Keefer (Thomas Sadoski) trabalhará em outro programa, ainda a
ACN, e levará junto com ele boa parte da equipe. E mais, Charlie Skinner (Sam
Waterston), diretor de jornalismo da emissora e agente de Will, tentou amenizar
a situação e contratou uma nova produtora, MacKenzie McHale (Emily Mortimer),
porém, ela e Will tiveram problemas de relacionamento no passado.
A nova produtora quer dar ao jornal uma nova linha editorial, que substitua
a isenção e abstinência, pelo engajamento. Ela quer despertar o espírito combativo
que Will já tivera no passado. "Reivindicar o quarto poder. Reivindicar o
jornalismo como profissão honrosa. Um telejornal noturno que exibe um debate
digno de uma grande nação. Civilidade, respeito e retorno ao que é
importante... Um lugar onde todos nós estaremos juntos..." declara em uma
das frases de destaque da série, ainda no piloto.
The Newsroom pode não retratar fielmente o dia a dia de uma redação, mas
traz discussões importantes como a utilidade pública do jornalismo e como o
comunicador deve tratar seus diversos públicos – audiência, anunciante, fonte. Além
de trazer ricos diálogos entre os personagens – apesar de às vezes perder qualidade ao tentar fazer comédia com os mesmos.
Mas a grande sacada é explorar a cobertura de fatos reais, notícias que
tiveram relevância nacional e, inclusive, mundial. Tudo muito bem trabalhado no
roteiro, onde podemos perceber uma profunda pesquisa, e não apenas do fato
central, mas de acontecimentos simultâneos, por exemplo, o que dão um tom mais
realista aos episódios.
Além de Will, MacKenzie, Don e Charlie, outros personagens chaves são:
·
Jim Harper (John Gallagher, Jr.) - produtor sênior trazido por
MacKenzie;
·
Margaret "Maggie" Jordan (Alison Pill) - era secretária de
Will McAvoy, MacKenzie vê potencial nela e a promove a produtora associada
assim que chega à redação;
·
Neal Sampat (Dev Patel) - é um expert em informática que fora contratado
para escrever o blog pessoal de McAvoy, no entanto ele atua também como
repórter e produtor;
·
Sloan Sabbith (Olivia Munn) - responsável por uma das editorias mais
complexas do jornal, a de economia.
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| Jim Harper, MacKenzie e Maggie atentos à gravação do News Night |
De acordo com Sorkin, a série tem uma visão menos cínica da mídia, “Eles
tentarão se sair bem dentro de um contexto onde é difícil se sair bem quando há
preocupações comerciais, preocupações políticas e preocupações corporativas”.
A série foi adquirida pela HBO e já teve a primeira temporada com 10
episódios, a segunda temporada já está assinada e deve ir ao ar em Junho de
2013.
Recomendo a série não apenas para estudantes de comunicação, alias, para
esses ela é imprescindível ;) indico para todos que desejam assistir uma trama
com diálogos inteligentes, com conteúdo e que prendam sua atenção. Me arrisco a
dizer, tirando os grandes sucessos do momentos, The Newsroom é uma das melhores
séries da atualidade e eu estou ansiosa pela segunda temporada!
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| Elenco principal de The Newsroom |
Para finalizar, destaco outro diálogo, desa vez entre Sloan e Will, na season finale da primeira temporada...
“O grande tolo é um termo econômico. É um trouxa. Para o restante lucrar, precisamos de um, alguém que irá comprar a longo e curto prazo. Muitos passam por suas vidas tentando não ser o grande tolo. Tacamos a bata quente, pegamos o lugar deles e quando a música para... Ele é alguém com a mistura perfeita de desilusão e ego em pensar que pode ter sucesso onde outros falharam. Esse país foi feito de grandes tolos”.







